quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Hospital constituiu-se assistente em processo-crime contra raptora

O Hospital Padre Américo, de Penafiel, constituiu-se assistente num processo em que uma mulher de Lousada é acusada pelo Ministério Público (MP) de ter raptado um bebé naquela unidade hospitalar, em Junho do ano passado.
Fonte hospitalar disse hoje à agência Lusa que a decisão se prende com o facto da arguida "ter colocado em causa o bom-nome" do hospital e dos seus profissionais.
Também a família do bebé raptado se constituiu assistente no processo.
O início do julgamento de Simone F., 21 anos, está marcado para 31 de Março no Tribunal de Lousada, sendo a arguida acusada por sequestro agravado, crime com uma moldura penal de dois a dez anos de prisão.
As imagens de videovigilância do hospital comprovam que a mulher entrou na maternidade, no piso seis do hospital, vestida com uma bata de enfermeira.
No corredor cruzou-se com profissionais de saúde que não suspeitaram das intenções da mulher.
Na enfermaria da maternidade permaneceu apenas cerca de um minuto. Saiu por instantes, observou o corredor para ver se lá se encontrava alguém, voltando a entrar na enfermaria.
Saiu pouco depois com a criança num pequeno carro de bebé, que viria a abandonar junto a um elevador.
A mulher andava a ser acompanhada nos serviços de ginecologia do hospital há alguns meses, o que lhe terá permitido assimilar alguns procedimentos do pessoal, nomeadamente a hora de mudança de turno dos profissionais de saúde.
Um outro rapto de um recém-nascido ocorreu no mesmo hospital em Fevereiro de 2006, num caso já julgado em primeira instância e com acórdão confirmado pela Relação do Porto.
Neste caso, a sequestradora confessa da uma bebé, Alice Ferreira, foi condenada a quatro anos e oito meses de cadeia, pena que se manterá suspensa caso a mulher pague 30 mil euros de indemnização à família ofendida.
De acordo com o acórdão, metade da indemnização deverá ser liquidada em 28 meses (ou seja, até 01 de Fevereiro de 2010) e a restante até ao final do período de suspensão da sentença.
A advogada de Alice Ferreira confirmou hoje que a arguida ainda não pagou qualquer parcela da indemnização por falta de recursos.
Desde o primeiro rapto ocorrido no hospital em Fevereiro de 2006, foi reforçado o sistema de vigilância vídeo, através da adopção do formato digital e do aumento do número de câmaras.
JGJ/APM.
Lusa/fim

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